Eleições na França: Favoritismo socialista depende da ultradireita do país

Domingo, 06 de maio de 2012 - 12h02

Neste domingo, a população escolhe entre mais um termo para o presidente de centro-direita, Nicolas Sarkozy, ou a mudança com o socialista, François Hollande, apontado como favorito.


 

Cercado de assessores e simpatizantes, o candidato socialista votou em Tulle. A equipe de Hollande já avisou: caso seja ele o vencedor deste segundo turno, vai conversar ainda hoje com a chanceler da Alemanha Angela Merkel.

A escolha dele levantou o temor, entre os líderes europeus, de que o socialista tente mudar o rumo das políticas anticrise na eurozona, captaneadas por Sarkozy e Merkel. François Hollande não é um apoiador das medidas de austeridade, mas tenta mostrar que não pretende instaurar o caos que coloque o euro em risco.

Ele chegou ao local de votação, em Tulle, onde foi prefeito, um pouco abatido. Segundo pessoas próximas, Hollande quase não dormiu à noite. A campanha terminou na sexta-feira, e o sábado não foi de declarações políticas, mas ele fez questão de passear pela cidade.

O presidente candidato à reeleição votou em Paris, junto com a esposa que garantiu a ele aumento de popularidade, Carla Bruni.

O atual presidente da França, Nicolas Sarkozy, foi votar em Paris acompanhado da mulher, Carla Bruni. Foto: AP

 

Nicolas Sarkozy pode ser o primeiro presidente, desde a década de 80, a não se reeleger. O centro-direitista precisava do apoio dos candidatos derrotados no primeiro turno, mas não conseguiu uma adesão firme, mesmo após cortejar François Bayrou, oferecendo a ele o cargo de primeiro-ministro, caso permaneça no Eliseu.

A ultradireitista Marine Le Pen afirmou que poderia conversar com ele, mas diante da negativa de Sarkozy de dar cargos para a ultradireita, Le Pen anunciou voto em branco e deixou seus eleitores livres.

No total, 20% dos franceses não sabiam em quem votar, segundo pesquisa feita na última sexta-feira. Isso pode mudar o jogo a favor de Sarkozy.

Porém, o fato dele ser um presidente impopular não ajuda. A economia da França está ruim, com desemprego em 10%.

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