Mundo: Síria volta a negar massacre e rechaça acusações da ONU

Domingo, 15 de julho de 2012 - 20h16

O governo da Síria voltou a negar, neste domingo, as acusações de massacre no vilarejo de Treimsa. O regime de Bashar al-Assad ainda rebateu as críticas da ONU.

O ministério sírio das Relações Exteriores convocou a imprensa, para rechaçar as denúncias de assassinato em massa. O porta-voz da pasta afirmou que tropas do Exército entraram em confronto com "terroristas infiltrados na população".

O governo garante que o saldo de mortos na operação foi de 39 pessoas: 37 combatentes e dois civis, atingidos por balas perdidas. O regime sírio ainda acusa Treimsa de abrigar criminosos e servir de base para ataques a regiões vizinhas.

A chancelaria também criticou a postura de Kofi Annan, o enviado das Nações Unidas ao país. O governo diz ter recebido uma carta, ontem, com o que chamou de "acusações equivocadas" feitas pelo diplomata.

A oposição continua dizendo que 220 pessoas foram mortas em um bombardeio contra o vilarejo, na última quinta-feira. A maioria das vítimas era de civis.

 

ONU garante que ataque contra Treimsa visava os civis

Mais cedo, o grupo de observadores das Nações Unidas declarou que as bombas lançadas contra Treimsa tinham como alvo a população.


A afirmação foi feita pela porta-voz dos emissários internacionais. De acordo com ela, a equipe que visitou o local constatou danos severos a dezenas de residências. O grupo também encontrou restos de munição que, segundo os moradores, foram recolhidos após  disparos de canhões e helicópteros.

A ONU analisa vídeos amadores, que mostram a ação de tanques de guerra e tropas fortemente armadas, em Treimsa.

Ainda segundo a porta-voz, as Nações Unidas só não conseguiram averiguar o número de mortos, uma vez que muitas das vítimas já haviam sido sepultadas.


Novos vídeos amadores mostram bombardeios a Homs

Vídeos postados na Internet mostram novos bombardeios à província de Homs.

De acordo com moradores da região, helicópteros militares sobrevoaram zonas residenciais, e lançaram mísseis contra prédios.

Dezenas de pessoas se refugiaram junto a um muro de concreto. Nas imagens, é possível ver a destruição provocada pela artilharia aérea.

Segundo os depoimentos gravados pelos cinegrafistas amadores, várias construções desabaram, após terem sido atingidas. Não há informações sobre vítimas.

Homs é uma das províncias com maior concentração de opositores ao ditador Bashar Al-Assad.

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